sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Charles e a essência de sua musicalidade


O paulistano Charles de Souza Gavin mostrou seus primeiros traços como percussionista ainda garoto. Preciso na marcação de tempo, ganhou o prêmio de originalidade no desfile de Sete de Setembro de 1968, comandando a banda da escola Helena Lemmi aos 8 anos de idade. Aos 15, montou sua própria bateria com os frisos metálicos das laterais do Opala de seu pai, sofás, poltronas revestidas de courvin e dois cinzeiros de metal. Com a condição de continuar se dedicando aos estudos, em 1979, conseguiu convencer seu pai a comprar uma Pinguim branca, sua primeira bateria de verdade.

Gavin estreou na banda Zero Hora e passou pela Santa Gang e Zona Franca antes de tocar na Jetsons, onde conheceu seus futuros companheiros titãs, Branco Mello e Ciro Pessoa. Com o último, ainda tocou no Cabine C antes de ganhar notoriedade no circuito alternativo paulistano como integrante do Ira!. Foi no final de 1984, quando dava o ritmo nas canções do RPM de Paulo Ricardo, que o músico foi convidado pelos Titãs para tomar o lugar deixado por André Jung. O baterista estreou na banda no início de 1985, quando entrariam em estúdio para gravar seu segundo disco, Televisão.

Rato de sebos e ávido colecionador de vinis, dedica-se há mais de dez anos a projetos que revitalizam e recuperam álbuns esquecidos dos acervos de gravadoras, como a série “Dois momentos” que relançou Secos & Molhados e Tom Zé, entre outros, e a coleção “Columbia raridades”, com edições remasterizadas das antigas baladas da gravadora CBS. Em 2008, lançou o livro 300 discos importantes da música brasileira, um painel de tudo o que foi produzido entre 1929 e 2007.

Atualmente, Gavin produz e apresenta o programa Quinta Essência, na rádio Eldorado, toda quinta-feira às oito da noite, além de O som do vinil, no canal Brasil, que caminha para a terceira temporada, sempre trazendo obras relevantes para a música brasileira e contando sua história. Dando uma breve pausa na gravação do novo álbum dos Titãs, que deve sair ainda neste primeiro semestre, o baterista revela o que já foi feito de melhor em terras brasileiras.

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http://www2.livrariacultura.com.br/culturanews/rc21/index2.asp?page=meus_cds

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